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Laudo Médico X Laudo Fisioterapêutico

  • Foto do escritor: Lúcia Xavier Winter
    Lúcia Xavier Winter
  • 25 de out. de 2021
  • 2 min de leitura

Hoje quero abordar um assunto muito importante e esclarecedor para o entendimento completo das diferenças diagnósticas de cada profissional e o papel essencial desses, porém cada um tem suas particularidades no final. Ambos diagnósticos são diferentes, mas complementares entre si.


O médico é o responsável pela identificação de uma eventual doença. Ele reúne e analisa um conjunto de dados, formados a partir de sinais e sintomas, histórico clínico, exame físico e exames complementares (laboratoriais, imagem, etc.) e sintetiza em uma ou mais doenças, o chamado diagnóstico nosológico (diagnóstico de doença). A partir daí ele tem propriedade para saber o prognóstico e assim indicar o melhor tratamento, seja medicamentoso, cirúrgico ou até indicação de outros tipos como a fisioterapia por exemplo.


O Fisioterapeuta é o profissional do movimento humano. Tem em sua formação acadêmica de base a combinação de teorias e princípios de várias disciplinas que estudam o ser humano, entre as quais podemos destacar a anatomia, a fisiologia, a psicologia, a antropologia e a mecânica que juntas formam a Cinesiologia (estudo normal do movimento) e assim também tem propriedade para identificar a Cinesiopatologia (estudo dos desvios da normalidade do movimento). Toda essa expertise o apropria para analisar, diagnosticar e planejar tratamentos sempre relacionado ao movimento humano.


Por meio dos movimentos, consegue-se um diagnóstico minucioso, o prognóstico de melhoria e a capacidade funcional do indivíduo supostamente doente. E é esse o ponto de convergência das profissões. A FUNÇÃO. Nosso diagnóstico é em cima da função do corpo, e não na classificação da doença em si.


Nossa Avaliação Cinesiológica Funcional é um método investigativo que envolve aspectos de mensuração, tais como testes quantitativos e qualitativos, testes osteomusculares específicos, testes palpatórios, fotogrametria postural e estrutural, linear e angular, dentre outros que culminam num Diagnóstico Funcional - o Diagnóstico Fisioterapêutico. Tudo amplamente estudado e comprovado através de métodos e meios científicos já delineados e após publicados em periódicos de alto gabarito. O processo acontece de igual forma como acontece na área médica.


Acredito que agora ficou muito claro a diferença de cada um. Então vamos analisar o papel desses dois grandes profissionais dentro de um processo jurídico e o quão cada um pode vir a colaborar e fazer a diferença real no final julgado.


Num processo, raramente se busca saber, ou se julga, o valor do diagnóstico nosológico em litígio, certo? Ao magistrado, na grande maioria das vezes, não interessa saber se o indivíduo tem ou não tem determinada doença, mas sim o objetivo é descobrir o quanto de capacidade ou incapacidade residual obtido como consequência daquela doença previamente diagnosticada e já informada nos autos afeta aquele ser humano na sua vida diária. O que ela, a doença, o tirou. O que ela o prejudicou. O que ela o incapacitou. E assim julgar uma indenização mais justa e assertiva ao fato. Portanto, a comprovação do grau dessa função é de responsabilidade do Fisioterapeuta, e imprescindível para ajudar o Juiz a sentenciar, pois como mostrei, nenhum outro profissional da Saúde está tão habilitado para entender o movimento humano do que o próprio Fisioterapeuta.



 
 
 

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